O encontro se deu num bar movimentado da cidade. Estava distraída lendo o rótulo da bebida, quando sentiu alguém beijar-lhe a nuca provocando um arrepio. Girou o corpo lentamente e lançou-lhe um sorriso camarada. Havia um tempo de desencontro que favorecia a estranheza, mas isso os alimentava. Ele sempre muito sedutor e mergulhado na sua existência. Ela, suspensa do mundo, distribuindo seus olhares curiosos. Não tardaram a sair dali. O frio tomara a capital, solicitando cachecóis, lãs e vinhos. Enquanto ele esquentava seus pés, ela ouvia sonolenta as histórias, pensando em todos os seus "ismos", suas contraposições, os livros de auto ajuda que vira em casa, a vida que não queria levar.... Os assuntos que nutriam eram incomuns, como se houvesse um acordo velado que lhes permitiam esquivar do normal.
seu olhar lá fora o seu olhar no céu o seu olhar demora o seu olhar no meu o seu olhar, o seu olhar melhora melhora o meu
A música insurgia forte trazendo memórias ácidas. O que ele significava? Nunca pensou soobre isso. Só desfrutava a possibilidade de uma outra vida, de outros ares que aquela boca trazia.

seu olhar lá fora o seu olhar no céu o seu olhar demora o seu olhar no meu o seu olhar, o seu olhar melhora melhora o meu
A música insurgia forte trazendo memórias ácidas. O que ele significava? Nunca pensou soobre isso. Só desfrutava a possibilidade de uma outra vida, de outros ares que aquela boca trazia.


2 comentários:
Muito bonita a forma como você escreve. Vc deve se lembrar de mim (espero) ... Valter... (GEN?) Também tenho um blog... um pouco ingênuo talvez, mas é sobretudo a materialização dos meus pensamentos, do meu Ideal... passa lá e diz o q achou... bjos
http://vartzvitta.blogspot.com
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