sábado, março 31, 2007



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quarta-feira, março 21, 2007

Campanha pela orgia sentimental

Eu não suporto esse amor de Cavalaria Rusticana. É eu não me dou com ele. Maldito amor romântico, mal de séculos que vejo atravessar os dias contemporâneos. Porque todo mundo vive a desejar amor, sem dar. Talvez seja o individualismo que nos impede de dividir até mesmo o que só pode ser a dois. Talvez seja culpa da auto-ajuda e sua praga do auto-controle. Ou quem sabe é falta de tempo. E se saio na rua a perguntar, todo mundo sabe sonhar . Mas a mulher que ligou ontem, nem pensar. O cara do bar, não vai dar certo. Eu aqui de coração aberto....(bem, meu caso é melhor deixar pra lá).

E a nova forma de gozar?

amor livre s.a.

é?!

sei lá......



Meu masculismo



Ontem, em mais uma das sessões, acabamos descobrindo a doce herança que minha mãe deixou (além de ter inventado histórias horrendas sobre uma tal apresentadora de tv, me salvando de certas idolatrias). Ela sempre se deu muito bem com os homens. Sempre fez sala, fez as vezes da casa, fez a gente e sem muita cerimônia, sempre conseguiu apreendê-los.Compreendê-los. Lembro-me dela rindo alegre nas mesas de truco ou dando conselhos na mesa do café. Sempre muito discreta. Odiava generalizações, do tipo, “homens não prestam” ou “são todos iguais”. Achava despeito. E achava uma puta mentira, afinal eles são deliciosos “pedaços de mau caminho”.Eu também sempre os tive por perto. Gosto de cercar-me deles. Mais ainda. Gosto do que cerca a eles. E gosto deles. Das mãos, grossas, pesadas, ásperas.O cheiro, a pele rígida, a voz grave, o raciocínio, o jeito displicente e objetivo de ver as coisas; a disposição dos sentimentos, a maneira como sofrem, sobem e se deixam cair.