Tom Zé

Solidão, que poeira leve
Solidão, olha a casa é sua
O telefo/
Solidão, que poeira leve
Solidão, olha a casa é sua
E no meu descompassa o riso dela
Na vida, quem perde o telhado
Em troca recebe as estrelas
Pra rimar até se afogar
E de soluço em soluço esperar
O sol que sobe na cama
E acende o lençol
Sol lhe chamando
Sol-licitando
Solidão....
Se ela nascesse rainha
Se o mundo pudesse agüentar
Os pobres ela pisaria
E os ricos queria humilhar
Milhares de guerras faria
Pra se deleitar
Por isso eu prefiro cantar sozinho
Solidão, que poeira leve
Solidão, olha a casa é sua
O telefone chamou, foi engano
Solidão, que poeira leve
Solidão, olha a casa é sua
E no meu descompasso passa o riso dela
________________
Ali, debaixo da cama, onde ninguém a via, ninguém havia, ela se escondia do mundo que de tão vasto, engasturava seu coração!
________________
eu nem sei dele, nem sei se merece palavras ou meus pensamentos de anoitinha. mas sei do beijo, do cheiro que trago em minhas roupas pela manhã. Entro no seu ritmo e respiro um ar nostálgico, chiado do rádio, saias balonê, disco do Tim. E pela primeira vez, não quero me resolver, não quero nem saber nada além do Tom.
