domingo, fevereiro 18, 2007

risquinhos na parede

Solidão
Tom Zé

Solidão, que poeira leve
Solidão, olha a casa é sua
O telefo/
Solidão, que poeira leve
Solidão, olha a casa é sua
E no meu descompassa o riso dela

Na vida, quem perde o telhado
Em troca recebe as estrelas
Pra rimar até se afogar
E de soluço em soluço esperar
O sol que sobe na cama
E acende o lençol
Sol lhe chamando
Sol-licitando

Solidão....

Se ela nascesse rainha
Se o mundo pudesse agüentar
Os pobres ela pisaria
E os ricos queria humilhar
Milhares de guerras faria
Pra se deleitar
Por isso eu prefiro cantar sozinho

Solidão, que poeira leve
Solidão, olha a casa é sua
O telefone chamou, foi engano
Solidão, que poeira leve
Solidão, olha a casa é sua
E no meu descompasso passa o riso dela


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Ali, debaixo da cama, onde ninguém a via, ninguém havia, ela se escondia do mundo que de tão vasto, engasturava seu coração!

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eu nem sei dele, nem sei se merece palavras ou meus pensamentos de anoitinha. mas sei do beijo, do cheiro que trago em minhas roupas pela manhã. Entro no seu ritmo e respiro um ar nostálgico, chiado do rádio, saias balonê, disco do Tim. E pela primeira vez, não quero me resolver, não quero nem saber nada além do Tom.

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