as pessoas não morrem, ficam encantadas
GR
O céu manso de dezembro o esperava. Eu não sabia o quanto custava o encantamento. Naquela capela simples de interior, entre as paredes azuis envelhecidas e as flores de plásticos que bordavam o altar, senhores distintos acenavam em despedida com seu chapéus. Comecei a ter saudade nesse instante. Saudade do que ele foi e ninguém mais no mundo poderá ser. Essa não repetição que ora atormenta ora consola. E tratei de juntar as lembranças que tinha dos seus olhos, da sua voz, das mãos trêmulas, do jeito discreto, guardando um silêncio que observava o mundo no seu banquinho de alpendre, para, assim, manusear os "malabares de aço" e depois chorar baixinho a falta que ele faz.

foto dos 70 anos. desconsolo depois que o levaram do forró bodó

5 comentários:
Muito lindo...vc realmente é a escritora...muito criativo seus textos...qdo os leio,eu consigo ver toda a cena q vc descreve...tudo perfeito...Parabéns!!!
Outra citação muito boa do Rosa.
http://www.cs.bris.ac.uk/~hilanb/guima.html
linda foto...
mas que cara é essa.?
puro desconsolo. hahahha
ficou mais encantado...partiu para o paraíso... ainda bem que deixou muitas histórias pra gente contar... que histórias contarão de nós?...
eu tenho várias suas....heheh
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