quinta-feira, outubro 05, 2006

Dali em diante


lendo carpinejar pela primeira vez, escrevia sobre as desventuras de seu primeiro beijo. o dela aconteceu num quartinho de bagunça, na casa de um colega de escola. não se gostavam. era perdida de paixão por outro, daquelas paixões escondidas, sem recíproca. gostava mais do sentimento do que dele. mas um dia cansou e, levada pela curiosidade, deixou o platonismo de lado. seu primeiro beijo tem a sensação da "quase barba" e do hálito de halls de morango, fresco, doce. quando saíram daquele cômodo, ele sentou-se com os amigos para relatar o acontecido. isso a deixou ressentida, mas não sofreu. chamou o pai e foi embora. já tinha perdido a graça. agora, passados tantos anos, parece ainda esperar o beijo em que o depois não venha.

3 comentários:

Juliana disse...

Ai... que lindo, tão leve... Dá uma tristezinha boa...

Anônimo disse...

...é verdade.

Pororoquinha disse...

... linda poetinha!!!