O filme Modigliani é encantador. Depois dele, arte nunca mais será a mesma coisa, amores nunca mais serão os mesmos, vinhos também não serão, poesias não são e Picasso....um fracasso. Convenhamos, o filme usa artifícios melodramáticos óbvios como a história de amor entre ele e sua musa inspiradora Jeanne, utiliza-se do velho truque do vilão representado por Picasso e da pobre vítima virtuosa, no caso, Modigliani.Mas isso são adornos. O que apreende os corações é a força dos sentimentos desse artista por tudo a sua volta. Encarnado no papel do pintor italiano apaixonado, Andy Garcia revive a grande história de Modi, na era dos gênios Maurice Utrillo, Pablo Picasso, Diego Rivera e um restinho de Renoir. Um artista, no sentido mais completo que essa palavra possa ter, Modigliani é o retrato do que diz Adélia: nem todo artista é um exemplo de virtude, assim como nem todo mundo que é boa gente é artista. Ás vezes alguns jovens artistas me procuram, me mostram seu material e eu lhes digo: você é uma ótima pessoa. Não são artistas! Isso é um domque, graças a Deus, não é exclusivo para pessoas corretas.
Dostoievski é outro clássico exemplo. Quando recebia uma encomenda, era pago com antecedência e era lhe concedido um prazo para entregar seus escritos. Bebia e jogava todo seu dinheiro e quando ele acabava, às vezes faltando uma semana, aí sim ele escrevia.
Assim como Modigliani, muito fácil apaixonar-se por eles. São tudo que muitas vezes queremos ser. Desobedientes, loucos de amor pela vida (ou não) ou apenas bon vivant.
Salute, Modi!!!!

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