quinta-feira, setembro 14, 2006

Destilado recomendável


o almoço era para a imprensa diplomada, mas me atrevi a participar. Entrei com toda discrição e, enquanto esperava os dicursos terminarem, encontrei seu manoel, um senhor simpático, bonachão, com uma feição das mais sinceras e uma leveza de quem come muito e sem culpa. conversamos um tempo a respeito do estabelecimento até que ele, percebendo que as falas iam se delongando, me cedeu a um garçom. fui levada para um harém de comilanças, quibes, charutos, esfirras, kafka, carneiro...e depois dessa farra, fui procurar o seu manoel para agadecer. me serviu um bom café, continuamos conversando e mencionei os vinhos do canto do restaurante. ele, então, chamou o filho, um rapaz gentil como não se vê mais. me levou para o canto, onde estava a adega. nem me fiz de rogada. disse que tinha muita curiosidade de saber sobre vinhos, por que uns são mais recomendados que outros e essas coisas. ele foi explicando que gostava mais de vinhos franceses e portugueses porque eram menos ácidos que os chilenos, me mostrou um varietal francês (que é quando o vinho é feito somente com um tipo de uva) de uvas malbec e outro português chardonnay. depois mostrou um brasileiro feito de cabernet e merlot. mostrou também uns macetes para saber se o vinho é bom, como fundo da garrafa ser mais fundo, o teor alcoólico variar entre 11% e 14%, pois isso indica que não foi fermentação do açúcar (por isso que os vinhos suaves são mais fáceis de serem ruins. suavidade é disfarce! sempre pensei sobre isso...). disse também sobre uma espécie de selo de qualidade que eles trazem, uma frasezinha do tipo: "Destilado recomendável" ou "Destinado à recomendação". (claro, me esqueci!) e por fim convidou-me para voltar e experimentá-los, que é a melhor maneira de conhecer os vinhos. sem querer mencionar finanças naquele momento tão sofisticado, disse que iria aguardar uma boa ocasião!

Um comentário:

Pororoquinha disse...

Sideways... entre umas e outras ... vamos!