quarta-feira, agosto 30, 2006

Vale queimar o sutiã?

Novamente as eleições. Eu já tinha prometido ficar de férias desse assunto, porque sofro com tanta insanidade, mas de tanto fugir é que dei de cara. E a tal da política envolve mesmo. Você toma partido, você se ofende com os comentários no ônibus, começa a discutir no supermercado e por aí vai! E percebo que a descrença tornou-se domínio público. Ninguém tem saco pra esse formato antigo de política. E não é por pouco.
Outro dia havia um engarrafamento em horário de pico, as pessoas voltando do trabalho num ônibus lotado e tudo porque o Alcides estava fazendo panfletaço na rua. Puta merda! Isso é um atentado! . As pessoas sabem que o ato de votar perdeu muito do seu significado. Hoje, conversando com uma senhora no ônibus, ela disse duas coisas ótimas: "Eu acho engraçado que eles (sujeito indeterminado) falam pra escolher certo, não desperdiçar o voto. Mas me diz quem acerta? Porque a gente vota tentando acertar, mas nunca dá certo (como numa loteria). Se pudesse votava nulo pros político vê que a gente não quer eles lá!" Invejei seu discernimento! Pena que o povo também é corrupto. Sim, porque se o candidato vende, é porque alguém compra.

Quem jornaliza nessa época, vê cada uma. No debate realizado na TV, os candidatos quase se estapeando no ar e depois riam e batiam um bom papo de amigos nos intervalos. Teatrinho mais chinfrinha! Sem falar das tretas. Os jornalistas também dão vexame. Cada pergunta mais descabida e tendenciosa, que convenhamos, faltam pregar o adesivo da coligação para entrevistar os caras! Sejamos discretos, já que éticos....

Agora, uma coisa que eu tenho pensado seriamente é poupar os políticos que ainda não se rebaixaram ao nível da mesquinharia. Temo muito em colocar esses distintos senhores na "máquina mortífera" que é (ou está) o nosso sistema plítico, uma estrutura engessada e corrompedora. Porque eu tenho certeza que a Heloíza Helena, com toda a coerência que ela afirma ter, (não estou usando-a como exemplo de exímio político) não resistiria à tantas negociações com bancos, multinacionais, empresários, latifundiários e afins. O Cristovam saiu do governo Lula pensando em fazer política à sua maneira. E tem feito, mas já dizia Frei Beto, governar não é ter poder. Os outros eu não sei distinguir bem até onde é PCdoB e até onde é PFL. Então por quê estragar a vida de um cidadão politicamente correto com um mandato, né não?!

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