
O filme não tem nada demais. É apenas mais um na dança da solidão. Mas como todo filme mexe com alguma coisa em nós que não cicatrizou, assim também é com Não é você, sou eu. A história de um médico argentino, que tinha um vida estável, um casamento bacana e tal. Até que um dia, assim como outro qualquer, depois de ter pedido demissão, vendido seu ap, o carro e ter comprado uma passagem de U$ 800,00 para Miami, descobre que sua esposa não estava lá. E pior, já tinha uma outra companhia. Aí a história segue, mostrando que uma fossa é sempre uma fossa....
O que realmente salva é ver as coisas com humor. Rir do que é desgraçadamente ruim. Tornar essa penúria uma risada boa, uma lembrança do ridículo... Não tem outro recurso mesmo. Eu e minha comparça sabemos bem disso. Ao sairmos do filme para um lanche rotineiro, conversando sobre as teorias dos relacionamentos, adentramos um recinto com a seguinte composição; quatro bibas displiscentes sentadas numa mesa, um casal (também homosexual) trocando declarações mais a frente, três mulheres, a mãe, a vó e a divorciada enfurecida que relatava sua experiência de separação e por fim uma casal de menos de vinte anos, um bebê e toda aquela problemática social. Interrompemos nossas teorias. A saída foi rir e nos convencer de que há muito humor nas nossas frustações.

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